Amanda Carneiro
3 min readApr 19, 2018

Alguns dos temas abordados no Capiconf 2018, um evento focado em programação e tecnologia, foi a inteligência artificial, machine learning (aprendizado de máquina) e redes neurais. Um dos palestrantes que abordou o tema foi o Angelo Belchior e ele demonstrou com clareza que atualmente já é possível usar inteligência artificial com uma certa facilidade.

Partindo do início, o que é esse universo todo? Bem, em resumo, a inteligencia artificial é um tipo de comportamento, reação e tomada de decisão que um software possui se assemelhando ao padrão humano, ela não pode substituir ou se equiparar à inteligência humana, pelo menos por enquanto, mas pode ajudar a criar um ambiente melhor preparado para executar determinada função.

Uma das características importante para um sistema com inteligência artificial é a capacidade de aplicar regras lógicas a uma determinada base de dados com a finalidade de chegar a uma conclusão considerada racional. Ok, a inteligência humana nos permite realizar as tomadas de decisão racionalmente pois a inteligência por si só também envolve o processo de aprendizagem. Agora me diga, como pode ser feito esse aprendizado do sistema para que ele seja capaz de tomar as decisões certas? Através de Machine learning, reconhecimento de padrões e a capacidade de aplicação de raciocínio lógico.

Machine learning é um termo usado como referência ao processo de aprendizagem que a máquina ou sistema de inteligência artificial tem para criar padrões de comparação e aprendizado que determinam o que é uma decisão certa ou errada de forma a, nas próximas interações, tomar decisões de uma maneira mais eficaz e com uma performance melhor. O processo de aprendizagem também requer que o sistema seja capaz de reconhecer padrões. Assim como os seres humanos identificam objetos através do tato e da visão por exemplo. Neste processo de identificação de padrões, atualmente já temos sensores, bases de dados com diversos comportamentos do usuário e o treinamento de máquina pode trazer um resultado mais preciso.

Agora, uma pergunta pode surgir… Para que precisamos de inteligência artificial e machine learning sendo que já temos a inteligência humana disponível? A inteligência artificial pode oferecer soluções mais rápidas de problemas que enfrentamos todos os dias, podemos ter serviços mais eficientes e respostas mais precisas além da possibilidade de melhorar a experiência do usuário nas mais diversas aplicações.

Agora pensando no desenvolvimento de softwares voltados para a experiência do usuário, temos o serviço cognitivo. Ou seja, ferramentas com a capacidade de machine learning que melhoram constantemente a experiência do usuário baseadas no tipo de uso que é feito da aplicação, nos caminhos mais acessados pelo usuário ou em bases de dados com informações relevantes para a aplicação em relação a interação do usuário. Este tipo de uso da inteligência artificial pode proporcionar experiências significativamente boas para o usuário.

Já temos exemplos deste tipo de interação que são muito usados, como por exemplo, a função de reconhecimento facial, reconhecimento de voz, digital, iris, são todos baseados em identificação de padrões e particularidades do usuário, tornando a experiência completa para o mesmo. Até as ferramentas de busca, como o Google, que sugerem o que você pode estar buscando enquanto digita fazem uso de machine learning para que os caminhos mais acessados, ou seja, os mais óbvios para o usuário, sejam exibidos assim que comece a digitar sua pesquisa.

Então, quando pensamos em inteligência artificial e machine learning, não precisamos ir muito longe, basta pegar um celular atual na mão e pronto, temos várias aplicações que funcionam muito bem e estão evoluindo cada vez mais com os dados que fornecemos a elas. E para desenvolver usando este tipo de tecnologia já existem alguns serviços disponíveis e algumas bases de dados públicas. É uma tecnologia em constante evolução e tem muito a ser explorada ainda.

Amanda Carneiro

Engenheira de software, apaixonada por tecnologia. Amo arte, amo conhecer lugares novos e viver viajando é o que me motiva todos os dias.