8 de março

Amanda Carneiro
2 min readMar 8, 2021

Eu amo retratar a mulher em cada tentativa de arte que empenho porque ela é a figura mais forte e mais fascinante que eu conheço. Toda mulher tem traços únicos e cheios de relevância. Cada uma é um Universo aparte.

Eu gostaria que toda mulher fosse valorizada e se sentisse valorizada. Eu gostaria que cada mulher que habita o planeta conseguisse entender a importância do sentimento de sororidade. Gostaria que todas reconhecessem umas as outras como semelhantes, em um mesmo lado da luta.

Cada escolha, cada movimento, cada traço do corpo, cada tipo de pensamento da mulher é julgado, criticado, esculhambado, analisado e esculachado… Sempre vai ter um ar crítico vindo de algum lugar, muitas vezes, infelizmente, das próprias mulheres… O que eu queria de verdade é que cada uma de nós pudesse olhar para si mesma com a compaixão e amor que muitas vezes dedicamos aos outros e não dedicamos a nós mesmas. O que eu quero é que cada mulher possa se sentir um indivíduo único e que o respeito não precise ser adquirido a todo instante, quero que toda mulher seja respeitada e livre de julgamentos vazios.

Que ser mulher não é fácil não é nenhuma novidade. Ser mulher é uma guerra diária e necessária, mas eu não queria precisar estar com a guarda alta o tempo todo, não queria precisar ter medo de andar sozinha na rua ou de manter um diálogo com um homem, só que essa é a realidade... Ser mulher é incrível porque, UAU, você tem noção da capacidade e força que cada mulher carrega dentro de si??!? E ao mesmo tempo, ser mulher é uma guerra. Uma guerra que a gente nem queria estar lutando em grande parte do tempo.

Então hoje tudo o que eu tenho para dizer é:

Mulher, tenha compaixão de você mesma. Não seja tão crítica com os defeitos que te deram ou com os defeitos que você mesma criou para si mesma. Seja tão gentil com você mesma quanto você é com os que você ama. O mundo em que estamos já está pesado e cheio de dores sobre as quais não temos controle nenhum, tá tudo bem se perdoar e se sentir bem sob a própria pele. Tá tudo bem ter dias ruins, se sentir triste ou cansada. Tá tudo bem também não ser forte e “guerreira” o tempo todo.

Tá tudo bem ser e fazer o que você quiser e ninguém tem nada a ver com isso.

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Amanda Carneiro

Engenheira de software, apaixonada por tecnologia. Amo arte, amo conhecer lugares novos e viver viajando é o que me motiva todos os dias.